segunda-feira, 27 de março de 2023

POR QUE MEU ESTOQUE NUNCA FICA ORGANIZADO?



 

A organização do seu estoque passa por vários pontos importantes de tomada de decisão.

Quando comprar? Quanto comprar? O que comprar? Quando entregar? Qual o tamanho do MIX?

A resposta para cada uma dessas perguntas ajuda o gestor a definir prioridades, tempos e a ter maior controle sobre a organização dos estoques da empresa.

A única questão é, que na maioria das vezes, quem dá as respostas para essas perguntas, não é a mesma pessoa que faz a gestão dos estoques.

Talvez a única pergunta que tenha resposta “parcial” pelo gestor de logística é a que diz respeito a quanto entregar, se a empresa trabalhar com um sistema de agendamento de entregas de compras.

Geralmente, o gerente de logística acaba tendo responsabilidade de gerenciar problemas gerados por outros gestores da empresa, onde ele além de ter a responsabilidade de receber, armazenar e enviar para as lojas, evitando assim as rupturas, também precisa trazer para si a responsabilidade sobre as perdas que podem ocorrer no CD, pelo excesso de mercadorias.

Uma dica quanto ao tamanho do MIX a ser armazenado no CD é a quantidade de endereços de picking existentes. Se é igual a quantidade de produtos no MIX do CD, ok. Mas, se não for, isso pode ser resolvido, com produtos cadastrados para serem recebidos no CD, em cross docking ou picking by line. Isso rentabiliza o CD, e não gera excesso de produtos armazenados.

quarta-feira, 22 de março de 2023

CONSULTORIA & COACHING DE EQUIPE

 


 

A cada projeto, entendo que não trabalho somente com a consultoria propriamente dita. O processo de estruturação de uma empresa, passa pela formação de sua equipe, e sem isso nada vai seguir à diante quando o consultor sair do Projeto.

Todos os projetos que desenvolvi, tiveram dois períodos importantes neste sentidos de formação. Um se chama “perpetuação” que é o momento em que o consultor foca em fazer com que tudo o que foi implantado durante o projeto seja mantido pelos colaboradores da empresa cliente depois da saída do consultor. O outro é o momento de “coaching” propriamente dito, onde além de transferir conhecimento sobre o que foi implantado durante o projeto aos líderes multiplicadores, passamos também a melhor forma de executar cada tarefa.

De minha parte, prefiro ensinar a “pescar” ao invés de dar o peixe. Ensino a aplicar as ferramentas a usar o racional na busca de soluções, e quase nunca digo o como fazer. Entendo que cada um deva desenvolver suas habilidades profissionais, e isso vem dando muito certo ao longo do tempo que presto consultoria.

segunda-feira, 13 de março de 2023

ABASTECIMENTO DE LOJA – QUEM É O RESPONSÁVEL?


 

Afinal quem é o responsável pelo abastecimento das lojas, o Gerente de Loja ou o Gestor de Categoria?

Existem formas diferentes de abastecimento das lojas e cada uma delas tem o seu responsável. Quando se fala de tipos de abastecimento, temos:

1)      Compra Direta – Comprada pelo gerente da loja e entregue na loja;

2)      Compra Centralizada com entrega na loja – Comprada pelo comprador para entregar na loja;

3)      Compra Centralizada – Comprada pelo comprador para entrega no CD;

4)      Compra com distribuição – Comprada pelo comprador, para distribuir parte para as lojas e deixa saldo no CD e

5)      Picking by LIne – Comprada pelo comprador, para distribuir 100%, sem saldo no CD.

Eu faço uma distinção entre responsável pela compra e responsável pelo abastecimento. Porque para mim, ambos são responsáveis pelo abastecimento, independente de quem compra.

Entendo dessa forma, porque se você é gestor em uma empresa, tudo que diz respeito ao negócio em si acaba sendo de sua responsabilidade também.

Na questão de abastecimento das lojas, ainda temos mais um “integrante” que é o Gestor de Logística, que necessariamente precisa estar alinhado neste processo, quase que em todas as modalidades de abastecimento.

Entendo como o fator mais importante para o sucesso na cadeia de suprimentos, a comunicação constante, clara e focada no resultado da empresa (e que esta última não seja somente uma tentativa de frase de efeito, e sim o que mais importa).

Com todos alinhados e cada um contribuindo com aquilo que lhe cabe, a empresa evita dois grandes problemas: As Rupturas e os Excessos de Produtos.

sexta-feira, 10 de março de 2023

AGRADECIMENTO E UMA JUSTA HOMENAGEM

 


Eu quero agradecer aos colaboradores da LASA que curtiram a minha postagem a respeito do abastecimento de lojas. Foram muitas visualizações, reações e compartilhamentos dessa postagem.

Minha relação com as Lojas Americanas vem de longa data, quando ainda era criança e minha avó me levava a loja da Rua Santo Afonso na Tijuca – Rio de Janeiro, para comprar de tudo. De cadernos até roupas e de brinquedos até pão de forma.

Ainda lembro da sacola de papel em tom bege com a logo em vermelho. Para mim, um patrimônio, uma referência em Varejo.

Muito obrigado pelo carinho e espero poder estar contribuindo com conteúdo que possa ajudar em suas atividades diárias.

quarta-feira, 8 de março de 2023

CORTE DE CUSTOS E AUMENTO DA PRODUTIVIDADES - O BINOMIO DO SUCESSO?

 


Se tem algo sendo cobrado cada vez mais em todas as empresas que presto serviço, são: Corte de Despesas e Aumento de Produtividade.

De certo que, em ambas, podemos melhorar nossos indicadores, mas olhando atentamente para esses dois indicadores, eu questiono quais são os seus limites?

Que há uma necessidade cada vez maior de redução de custos e aumento da produtividade, isso é evidente dada a grande concorrência que vivemos, em todos os setores.

Mas, até quando essa busca pela “excelência” não acaba resultando em perda?

Todo gestor sabe que há um limite para cada coisa, que pode ser reduzida na sua operação, como por exemplo, horas extras. Mas, sem fazer hora extra vai ser possível expedir toda a carga que as lojas vão precisar para abrir no dia seguinte, principalmente com produtos de promoção que chegaram atrasados? A resposta, cada gestor de operação sabe muito bem. Não!

Mas, neste caso duas coisas podem ser feitas para melhorar o resultado operacional, cortando custo e aumentando a produtividade. Primeiro: Os produtos que vão entrar em promoção precisam estar no CD (em caso de abastecimento Centralizada, Picking by line e Cross-Docking), ao menos 5 dias antes de iniciar a promoção, se não 100% da quantidade, ao menos 60%, e Segundo: Qual o custo total das horas extras da sua equipe, e quanto custa para contratar uma empresa de terceirização de mão de obra? Tenha uma visão ampla ao responder esta pergunta, porque, dependendo da sua operação, a equipe que fizer hora extra hoje, será a mesma que vai ter que chegar cedo amanhã. Então, não tenha em mente só o custo financeiro. Tenha em mente o custo como um todo.

No meu caso, já atuei das duas formas, com a equipe fazendo horas extras e contratando um empresa terceirizada. Eu digo que ter uma empresa contratada ajuda muito nos momentos de pico das operações e também auxilia na questão do absenteísmo. Então, eu optei pela terceirização, no final das contas.

 

segunda-feira, 6 de março de 2023

COMPRAR “OPORTUNIDADES” E DESVALORIZAR O ESTOQUE.


 

Quando o comprador consegue um produto que temos em casa, a um custo menor, temos aí uma desvalorização do estoque.

Se você tem nos seus estoques 1.000 unidades de um determinado produto adquirido por R$ 4,35 o valor total do estoque desse produto é de R$ 4.350,00.

O Fornecedor está com uma oportunidade de compra em volume de 2.000 unidades por R$ 3,99. Ou seja, um valor total de R$ 7.980,00.

Então você terá, pelo custo médio um estoque de 3.000 unidades à R$ 12.330,00 que divididos por 3 mil dá R$ 4,11. Antes o estoque do mesmo produto tinha custo de R$ 4,35/unidade, perda de R$ 0,24/produto (-5,5%). Isso, contabilmente, se chama impairment.

Este calculo é importante ser observado, porque durante o processo de compra, pode haver uma redução do valor do estoque que ocorre pela compra de um produto com valor menor, que o adquirido anteriormente.

Se o estoque fosse contabilizado pelo valor de última entrada, a desvalorização seria ainda maior. E teríamos R$ 11.970,00/3mil unidades ou R$ 3,99/unidade. Neste caso, uma desvalorização de R$ 1.080,00.

ABASTECIMETO DE LOJAS (EXCESSOS X RUPTURAS)

 


Excessos de estoques. Eu fiz um “comentário” em uma reunião na empresa que trabalhava, que alguns não entenderam. Mas, quem entendeu percebeu que algo precisava ser mudado. Eu disse: “- Nós estamos comprando mercadorias vencidas!”

Claro que os compradores discordaram e ficaram bravos comigo. Então, eu explique o motivo dessa “afirmação”

Se compramos um determinado produto com o shelf-life de 90 dias, por exemplo, e temos estoque para mais de 120 dias de vendas. Parte desse produto está destinado a vencer.

Certamente que alguém vai pensar que pode ser feita uma baixa de preço para forçar a venda, e certamente isso deve ser feito. Mas, neste caso perdemos na margem do produto a cada baixa de preço.

Os excessos de produtos nos estoques podem gerar, dentre outras coisas, um alto custo financeiro do estoque, perda de margem (quando é necessário baixar o preço de venda) e possíveis avarias.   

A indústria força vendas de volumes o tempo todo, sob o argumento de redução de custo de aquisição. Claro que o comprador e o empresário querem, e precisam ter um lucro maior, as margens estão cada vez mais achatadas, vivo isso todos os dias.


sexta-feira, 21 de outubro de 2022

APRENDA A GERAR ANTIPATIA NO SEU CLIENTE



Desnecessária essa atitude?

 

Em 22 anos que dedicados ao varejo de supermercados eu poucas vezes vi algo que gere tanta antipatia nos clientes.

Muitos não percebem, outros percebem no caixa na hora de pagar. Mas, o fato é que algumas empresas de supermercados no Rio de Janeiro, estão cobrando um valor mais caro, para moer a carme para seus clientes.

É algo que não se tem uma razoável explicação. Ah! Existe um custo envolvido na operação! Então temos que cobrar mais caro pelo alho que o funcionário do FLV tira as “palhas” soltas? Temos que cobrar mais caro pelo sabão em pó que o repositor abastece na gôndola? ... Temos que cobrar a mais dos clientes cada serviço prestado nas lojas? Não parece razoável.

Eu entendo e enquanto consultor e ex-gerente de loja sei que um supermercado tem uma margem de lucro baixa e que cada real conta. Mas, daí transferir isso para os clientes acaba por gerar antipatia.

Entendendo que a montagem de um MIX de produtos deve ser capaz de gerar uma receita de venda e uma margem necessária para garantir a sustentabilidade da empresa, cobrar por um serviço que o cliente não tem como fazer em sua casa, não é exatamente algo que possa ser bem visto.

Se estivéssemos falando de uma salada de frutas, por exemplo, onde o cliente pode ele mesmo fazer em sua casa sem precisar ter um equipamento próprio para isso, ok. Mas, no caso da carne moída é diferente. Ninguém, ou quase ninguém tem uma máquina de moer carne em casa.

De certo que carnes, queijos e presuntos têm valor aumentado quando são preparados em bifes, pedaços ou fatiados, por conta das perdas nestes casos. Mas, no caso da carne moída, não temos essa perda, aliás existe ganho para a carne moída, pelo aproveitamento de partes que seriam perdidas em outros tipos de preparações.

Então, para que cobrar mais caro dos clientes por um produto que, mesmo sem acrescentar R$ 1,00 no seu preço, gera lucro para a empresa?


terça-feira, 11 de outubro de 2022

TROCAR OU NÃO TROCAR DE SISTEMA?



A empresa precisa mesmo trocar?

Já participei de algumas trocas de sistemas. Na maior parte delas, afirmo: Não era necessária a troca.

Muitas vezes, o que não está correto é a forma como o sistema está sendo usado e/ou a forma como as informações são inseridas nele. Aí, quando você precisa de uma informação para tomar uma decisão, ela não está correta, e acaba atrapalhando mais do que ajudando a tomar uma decisão.

Por exemplo: Como podemos ter uma informação correta sobre à venda de uma determinada categoria de produtos, se o cadastro está errado?

O trabalho necessário para trocar o sistema, precisa ser justificado com a impossibilidade real dele não atender mais as demandas da empresa.

Recentemente participei de dois processos de troca de sistema, onde um era inteiramente justificado e o outro não havia necessidade da troca e sim, o ajuste dos processos.

Ter em mente o que se espera da empresa para daqui à 5 ou 10 anos ajuda na hora de escolher o novo sistema, se a troca for realmente necessária. Empresários e Diretores tendo esta visão de futuro, podem tomar a decisão sobre o melhor sistema em termos e custo benefício, não investindo nem aquém e nem além, para obter um novo sistema.

Antes de decidir por fazer a troca do sistema, chame um profissional externo, para ajudar a identificar se há realmente necessidade. Alguém de fora, pode ajudar a entender se é preciso ajustar processos, ou trocar o sistema evitando um gasto e não um investimento para a empresa.

Uma dica, que penso ser importante. Entendo como ideal comprar um sistema que tenha respostas rápidas para seus clientes, mesmo tendo processo de abertura de “tickets”, que seja ágil nas soluções de problemas. Um Help Desk ágil é primordial.