quarta-feira, 17 de abril de 2013

BOTE FÉ - PRAIA DE ICARAÍ DIA 19 DE MAIO


É com muita satisfação e orgulho que estamos participando da organização desse grande evento da Igreja Católica juntamente com a Prefeitura de Niterói e da Arquidiocese, que reunirá na Praia de Icaraí - Niterói cerca de 60 mil pessoas para receberem a Cruz Peregrina.
O evento será realizado no dia 19 de maio a partir das 13 horas e terá a presença de vários artistas católicos consagrados, sua presença é indispensável, pois será o último grande evento antes da Jornada Mundial da Juventude, vale conferir.

Por: Marcelo Bacellar


terça-feira, 16 de abril de 2013

OS DESAFIOS LOGÍSTICOS DOS PEQUENOS E MÉDIOS VAREJISTAS


A busca pela excelência nas operações do varejo passa pela logística e suas rotinas. Algumas empresas foram simplesmente crescendo e fazendo as operações logísticas de improviso. Ou seja, compravam as mercadorias, recebiam em um depósito e enviavam para suas lojas, apenas trocando as notas fiscais.
Chega um determinado momento que o empresário precisa tomar uma decisão para garantir o futuro do seu negócio. “É preciso profissionalizar as operações logísticas da empresa.” Aí se inicia uma busca por melhores práticas do mercado, profissionais qualificados, consultores do setor e muita, mas muita informação para passar por essa fase de transformação da empresa.

Desde que iniciei minha carreira como consultor, notei que o mais difícil não é implantar processos e novas rotinas operacionais. O mais difícil é fazer com que as pessoas que vão usar essas novas rotinas acreditem no que está sendo proposto e que aceitem investir mais tempo para fazer o mesmo trabalho. Por incrível que pareça no início da implantação dos novos processos logísticos precisamos trabalhar mais que da maneira anterior, por vários motivos, mas o principal é a qualidade da informação que cada processo realizado vai proporcionar a empresa, que muitas vezes não tem nenhum registro consistente para fazer planejamento estratégico para operar com determinado produto, a não ser nas memórias de alguns empresários, que armazenam as informações em suas cabeças ou escrevem em um caderninho.

Iniciar esse trabalho requer mais que conhecimento do assunto, requer psicologia saber fazer com que as pessoas envolvidas no processo acreditem na proposta e que trabalhem no sentido de melhora a qualidade de seu trabalho, agregar valor para si e para sua empresa. Com esse foco fica mais fácil de passar por essa fase de transição delicada para quem precisa implantar novas rotinas operacionais na empresa cliente.
E é importante saber, como diz uma consultora amiga, “Tartaruga não sobe em árvore, se ela está lá é por que alguém colocou.” – conselho: - Deixe a tartaruga quieta na árvore.

Por: Marcelo Bacellar 

AUMENTA A IMPORTÂNCIA DA AMÉRICA LATINA PARA COCA-COLA E DANONE


As duas multinacionais divulgaram hoje (16/4) seus resultados do primeiro trimestre deste ano. No período, a Coca-Cola  expandiu sua receita na região em 4% em comparação aos três primeiros meses de 2012. A empresa destacou o desempenho do Brasil, mas não forneceu os números específicos sobre o País.

A receita líquida total da companhia de bebidas foi de US$ 11 bilhões no primeiro trimestre, com queda de 1% na comparação anual. Com isso, o lucro da Coca-Cola caiu 15%, ficando em US$ 1,75 bilhão. O aumento das vendas da companhia nos países emergentes ocorre paralelamente ao declínio nos mercados desenvolvidos.

Já a Danone arrecadou 5,34 bilhões de euros no primeiro trimestre, alta de 4,3% sobre os mesmos meses de 2012, já considerando efeitos cambiais. A região mais importante, segundo a empresa, foi a que engloba, além da América Latina, Ásia, Pacífico, e África. Nesses locais, a companhia faturou 2,17 bilhões de euros, uma alta de 16,6%.

O segmento da Danone que mais cresceu de janeiro a março foi o de nutrição infantil. Esse grupo de produtos teve avanço de 17,1% em 12 meses, ao atingir faturamento de 1,18 bilhão de euros.

Fonte: valor Econômico

quarta-feira, 20 de março de 2013

ABERTURA DA 25ª EXPOFOOD 2013




Bem montada e com muitas soluções tecnológicas a 25ª EXPOFOODS 2013 traz ao mercado de varejo do Rio de Janeiro inovações e novos players. É uma boa oportunidade para os profissionais do setor se atualizarem e reencontrarem os amigos e parceiros de negócios. O evento vai até quinta-feira dia 21 de março vale fazer uma visita.  

Fonte: Marcelo Bacellar Consultoria 

terça-feira, 12 de março de 2013

GOVERNO FEDERAL ASSINA ACORDO SETORIAL PARA LOGÍSTICA REVERSA

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou ontem, dia 19 de dezembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o primeiro acordo setorial para implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens Plásticas e Óleos Lubrificantes. Participaram da cerimônia entidades ligadas ao setor, como o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei 12305, instituída em 2010 – e determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos que possam representar risco ao meio ambiente e à saúde humana sejam responsáveis pelo recolhimento e destinação das embalagens independente dos sistemas público de limpeza urbana, para que estas sejam reaproveitadas em outros ciclos produtivos ou recebam outro fim.
Durante a solenidade, a ministra afirmou que as novas medidas para controlar o descarte de resíduos sólidos, especialmente aqueles de alta periculosidade, vão ajudar a combater a exclusão social, melhorando a qualidade de vida da população. “Não estamos falando só da indústria. Essa questão envolve o comércio varejista, o consumidor e a mudança de comportamento do governo. Será um aprendizado para todo mundo”, salientou.
As negociações sobre a logística reversa de embalagens plásticas de óleos lubrificantes foram conduzidas, nos últimos dois anos, por grupos de trabalho compostos por técnicos dos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Agricultura e Pecuária, Indústria e Comércio, Fazenda e do setor privado, supervisionados pelo Comitê Orientador para implantação da Logística Reversa (Cori).
Outras propostas de acordos setoriais para implantação do sistema de logística reversa aguardam aprovação do Cori, entre elas a de lâmpadas fluorescentes, descarte de medicamentos e de resíduos eletroeletrônicos.
 
fonte: Revista Tecnologística

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

INDICADORES DE DESEMPENHO


Embora pouco utilizados pelo varejo alimentar, os indicadores de desempenho são essenciais para aumentar vendas e lucro, reduzir custos, melhorar a operação e o atendimento. Sem indicadores e metas para alcançá-los, a empresa fica à deriva

Quando a rede Modelo resolveu criar indicadores de desempenho em sua empresa, 14 lojas em Mato Grosso, não esperava que os resultados fossem tão bons. Com a iniciativa, a empresa se tornou mais eficiente, conseguiu reduzir custos importantes, aumentou as vendas e melhorou o atendimento. Afinal, é só quando se estabelecem indicadores como os de faturamento, margem, custos e, a partir deles, metas para cada setor, é que se consegue identificar problemas, agir sobre eles e obter um desempenho acima da média. "Temos seis grandes indicadores-chaves que dão origem a outros tantos, envolvendo toda a organização", conta Altevir Piovezan Magalhães, sócio da rede. "A partir deles sabemos em que e por que falhamos e como corrigir os erros. São essenciais."

METAS REALISTAS
Para obter indicadores cada vez melhores é importante ter metas que impulsionem a empresa
Todo indicador tem uma meta. E toda meta deve ser realista. Ela não pode ser excessivamente alta, o que a tornaria inalcançável, nem demasiadamente baixa, o que comprometeria o resultado final. Na hora de definir metas, leve em conta dados do mercado local, já que índices nacionais nem sempre traduzem o que acontece na região. Também considere indicadores de cada seção da loja nos últimos anos, além do comportamento de clientes e concorrentes. “É necessário que a diretoria ouça a opinião dos gerentes e responsáveis pelos departamentos, porque são profissionais que sabem o que acontece no ponto de venda. Eles costumam ser muito sensíveis a mudanças que podem afetar os resultados.

Na Coop, 29 lojas em São Paulo, o entusiasmo não é menor. A empresa trabalha com uma média de dez indicadores- chaves que também se desdobram em vários outros para cada área da companhia. No departamento de marketing, por exemplo, mede-se o nível de soluções encontradas para as reclamações dos consumidores.

Celso Furtado, gerente de marketing da Coop, conta que por meio desse indicador foi possível verificar que a cooperativa não tratava bem as queixas e precisava agir. Estabeleceu, então, um prazo de 48 horas para resolver as pendências e, ao fim do período, 90% das reclamações tinham sido atendidas. Na ocasião, definiu-se um detalhado processo para que os problemas futuros não ficassem mais sem solução.


INDICADORES DE DESEMPENHO POR ÁREA
Eles permitem atingir toda a empresa

OPERACIONAL
Quebras e perdas - Mostra prejuízo por setor
Despesas - Indica o que está dentro ou fora do orçado por setor
Produtividade/funcionário - Revela o grau de eficiência da mão de obra
Tíquete médio - Apresenta o gasto médio por compra efetuada
Vendas por setor - Expõe o que está dentro ou fora do planejado
Itens por cupom - Aponta a amplitude da cesta de compra
Manutenção - Mostra o nível de gastos com manutenção em relação ao valor em R$ vendido
Processos - Avalia impacto nos resultados

COMERCIAL
Margem comercial - Indica a diferença entre o custo da mercadoria vendida e a receita de vendas
Estoque - Mostra se os níveis estão acima do apropriado, gerando excedentes, ou abaixo, gerando ruptura
Resultado por categoria - Revela a margem comercial de cada categoria, para cada comprador
Quebras por vencimento - Apresenta nível de produtos descartados por compra errada
Acordos comerciais - Expõe total de bonificações, descontos em duplicatas e demais
verbas oriundas de negociações
Ruptura por setor - Aponta o nível de falta de produtos por compra errada
Eficiência fornecedor - Avalia atendimento de pedido e prazo de entrega

FINANCEIRO
Ciclo financeiro - Compara o prazo médio de pagamento com o prazo médio de recebimento
Cancelamento de cupons - Mede o risco de fraudes no cancelamento de cupons nos checkouts
Despesas e receitas com juros - Indica o nível de eficiência em captação/aplicação de recursos no mercado
Conciliação de cartões - Apura o índice de conferência dos recebíveis por cartão de crédito e débito
Quebras de caixa/tesouraria - Mostra o nível de precisão dos procedimentos de
fechamento de caixa e de tesouraria central
Fluxo de caixa - Apresenta o nível de precisão do planejamento de fluxo de caixa, comparando orçado e realizado
Cruzamento de controles - Traz nível de divergências nas conciliações entre financeiro e contábil

Criar indicadores, porém, pode ser difícil se a empresa deixar de avaliar alguns pontos e tomar alguns cuidados. Veja aqui as recomendações dos especialistas Alexandre Ribeiro, diretor da R-Dias, assessoria para o varejo, e Alejandro Padron, executivo da área de varejo da IBM Brasil.
Por onde começar
Pelo planejamento estratégico. É com base nos objetivos e planos de cada setor que os indicadores são definidos.

Poucos indicadores
Não crie indicadores em excesso, para não engessar a organização. A dica é trabalhar com quatro ou cinco indicadores chaves, como vendas, lucro e custos e, a partir deles, desdobrar para outros, como quebras, tíquete médio e fluxo de caixa, envolvendo todas as áreas e todos os funcionários, com metas bem objetivas para cada segmento.

Avaliações periódicas
É importante que sejam realizadas reuniões com a equipe para controlar a evolução dos indicadores. É dessa forma que se consegue mudar estratégias e táticas que não estão dando certo, para alcançar melhores resultados.

Exemplo de aplicação
Caso se defina como indicador chave o aumento anual nas vendas de 15%, é preciso definir o percentual de cada área. As seções de cada loja poderão, por exemplo, contribuir com aumento de 10% a 20%. Para a garantia da alta esperada no faturamento deve-se também ter outros indicadores, como o de ruptura por seção/loja, acompanhados de um diagnóstico dos processos de compra, transporte e abastecimento.

Freqüência de cálculo
O cálculo dos indicadores nada mais é do que o acompanhamento dos resultados. Essa avaliação pode ser diária ou anual. O que determina a frequência de análise é o seu nível de importância e o período que leva para ser calculado. O de vendas, por exemplo, deve ser diário, pela importância para o resultado final do faturamento da empresa e porque é possível calculá-lo de hora em hora, se for necessário.

Gestores de indicador
São os profissionais que definem o que a equipe deve fazer. Eles também avaliam os indicadores para resolver problemas e até alterar os rumos da estratégia.


SOFTWARES Apurar os indicadores de desempenho é tarefa bastante simples desde que utilizadas as tecnologias de informação
Os sistemas de gestão integrada são os melhores, pois garantem a consistência dos dados e facilitam o cálculo dos indicadores. A maioria já vem com lista de indicadores, mas cada empresa pode criar os seus. IBM, SAP e AM com são empresas que oferecem o produto.

Exemplos de módulos que apontam indicadores:
- Compras
- Gestão de estoque e falta de produto
- Vendas mesmas lojas e vendas por funcionários
- Gestão de pessoas e rotatividade
- Gestão financeira, contas a receber, contas a pagar e fluxo de caixa
- Preços
- Frente de caixa



Fonte: Supermercado Moderno

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Transportadora Americana implementa novo sistema de conferência

A Transportadora Americana (TA) anuncia que está finalizando, neste mês de março, a implementação de seu novo sistema de conferência de carga, agora, totalmente automatizado. Com a novidade, a carga operada na TA recebe uma etiqueta com as informações pertinentes ao seu conteúdo e destino, gerando um código de barra que será lido por um leitor óptico. A conferência é eletrônica, gerando informações atualizadas ao sistema de controle da carga e agilizando o fluxo dentro dos terminais.
Totalmente desenvolvido pela equipe de TI da companhia, o novo sistema opera com banco de dados Oracle, em plataforma Microsoft e com coletores Intermec. Cerca de R$ 2 milhões foram aplicados na aquisição de ferramentas, desenvolvimento do sistema, implantação das mudanças e treinamento de pessoal.
O gerente de Tecnologia da TA, Dalton Vecchini, explica o processo. “Cada carga manuseada na TA passa por quatro etapas de conferência, da chegada ao centro de distribuição à sua saída para o respectivo destino. Todas essas etapas passam, então, a ser eletrônicas, aumentando ainda mais o controle e a agilidade em cada processo”, explica.
Em fase final de implantação do sistema na planta piloto de 12.000 m², em Americana (SP), o novo processo segue para as demais unidades a partir de um cronograma que contemplará os oito centros de distribuição da empresa e suas maiores filiais, automatizando todo o sistema da TA até o final do ano. “Vamos ganhar em produtividade, maior confiabilidade do sistema e uma dinâmica operacional mais inteligente em cada unidade”, ressalta. O executivo diz que ainda não há números operacionais mensurados.

Fonte: Revista Tecnologística

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

25ª EXPOFOOD 2013



VAREJO SUSTENTÁVEL
Nunca o título da apresentação foi tão necessário
A 25ª edição do Evento Super Rio Expofood 2013 será um verdadeiro show de Conhecimento, Oportunidade de Negócios e Sustentabilidade por parte dos varejistas, atacadistas, assim como também pelas indústrias e prestadoras de serviços presentes.
Em meio a inúmeras citações, o termo Sustentabilidade tem significado ainda não muito claro para os varejistas. Assim deve o segmento de varejo buscar referências para que possam desenvolver Práticas Sustentáveis genuínas e deste modo obter a preferência dos consumidores ao comunicá-las de maneira responsável.
Não faz muito tempo, bastava às empresas oferecer bons produtos e serviços, e tratar de forma ética seus fornecedores e parceiros para obter uma boa imagem perante o mercado. Com o tempo as exigências foram aumentando e passou a ser necessário possuir uma política de recursos humanos e dar atenção adequada aos funcionários de um modo geral, buscando ofertar aos mesmos, além dos salários, os benefícios essenciais, tais como: Vale Transporte, Plano de Saúde, Auxílio Alimentação, e muitos outros.
A cada nova exigência do mercado, a fim de se manter admiradas e respeitadas, as empresas passaram a ter que criar estruturas internas e formalizar ações que atendessem a essas exigências.
A palavra de ordem atual passou a ser COMUNIDADE. Começamos a prestar atenção na forma como as empresas se relacionam com a comunidade a sua volta, não simplesmente respeitando-a, mas atuando de forma ativa para ajudá-la. É uma nova consciência do contexto social e cultural no qual se inserem as empresas, a chamada Responsabilidade Social, como premissa para Sustentabilidade.
Será que uma loja que tenha e pratique políticas de Responsabilidade Social, assim como também tenha Práticas Sustentáveis poderá ser lucrativa comparando-a com as atuais?
Sim! Uma loja sustentável poderá trazer alguns benefícios, tais como:

• Oferecer uma melhor experiência de compras, por ter mais baixos custos operacionais e baixos impactos sobre as pessoas e o meio ambiente;
• Redução do consumo de água e energia;
• Gestão das operações realizadas dentro dos melhores padrões internacionais;
• Estabelecimentos de critérios para seleção de fornecedores e seus produtos, preferencialmente sustentáveis, e certamente será um caminho de diferenciação qualificada.

Hoje não está mais em discussão se o varejo irá aderir ou postergar a sua assunção quanto a Responsabilidade Social e as ações de Sustentabilidade, mas sim, o quão mais rápido estas aderências se darão.
Contando com a promoção e realização da ASSERJ – Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro em parceria com a ESCALA EVENTOS, o evento terá este ano, comparativamente com o ano anterior, um maior número de expositores com produtos, serviços, equipamentos e tecnologia das melhores marcas nacionais e internacionais, para empresários das áreas de supermercados, atacadistas, hotéis, restaurantes, panificadoras, confeitarias, lojas de conveniência, franquias, farmácias e drogarias, e assemelhados, distribuídos por todo o pavilhão 4 no Centro de Convenções do Riocentro.
MARQUE EM SUA AGENDA
25ª SUPER RIO EXPOFOOD - 19 A 21 DE MARÇO DE 2013
VAREJO SUSTENTÁVEL
PAVILHÃO 4 - RIOCENTRO - RJ

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

MOBILIDADE NA RETAGUARDA



Automatizar as operações de retaguarda reduz as perdas e evita prejuízos. Veja como o uso de coletores de dados eletrônicos ajudou a rede paulista Coop a tornar seu centro de distribuição mais ágil e eficiente.
Simplificar as atividades na retaguarda das lojas e nos centros de distribuição. É isso o que a utilização de soluções móveis pode garantir aos supermercados. Apesar disso, a adoção desse tipo de tecnologia nessas áreas ainda é estranha a muitos varejistas. Pesquisa da Motorola Solutions mostra que todo o autosserviço do País já incorporou os leitores de códigos de barras às suas frentes de caixas. Mas, quando se fala dos CDs e depósitos de lojas, menos de 60% das redes entrevistadas utilizam aparelhos desse tipo, como os coletores de dados.
Esses dispositivos também lêem códigos de barras e agrupam na memória informações das mercadorias que chegam ao estoque. Marca, quantidade, validade e o local exato de armazenagem são alguns exemplos.
Segundo Roberto Mielle, gerente de canais da Motorola Solutions, fabricante desses dispositivos, o processo logístico entre o recebimento de uma mercadoria e sua expedição para a loja pode ser acelerado em até cinco vezes com a ajuda dos coletores.
Então por que eles ainda não estão completamente disseminados? Para Mielle, o varejista ainda vê a ferramenta como cara e de retorno demorado. Mas ele garante que os benefícios compensam, como mostra a experiência da rede Coop, 28 unidades na Grande São Paulo e interior paulista. Desde julho, a empresa utiliza 55 coletores em seu centro de distribuição com bons resultados. Cada aparelho custou US$ 1.500. A rede teve que investir também em antenas e uma rede sem fio, para viabilizar a troca de informações entre os dispositivos e as lojas.
Mas, após implementar o sistema, a Coop reduziu a praticamente zero o índice de erros na separação de volumes que vão do CD para as unidades (antes o índice era de 3,5%).
E mais: "no recebimento de cargas, a conferência com os coletores pode evitar gastos extras de R$ 20.000 em uma única compra, se considerarmos o prejuízo que temos quando acontecem erros nessa etapa" , explica Rogério Lopes, gerente da cadeia de suprimento da rede.
Como o sistema ainda é recente na Coop, resultados mais definitivos ainda não puderam ser observados. Mas o uso dos coletores já foi aprovado. "O processo ainda não atingiu toda sua maturidade. Mas achamos que, quando completar um ano de uso, teremos um retorno expressivo sobre o investimento", aposta Lopes. O próximo passo, já iniciado, é implementar os coletores também nos depósitos das lojas da cooperativa.
A solução não serve apenas para grandes varejistas. Segundo Mielle, da Motorola, a automação das retaguardas também já está chegando ao pequeno e médio varejo, cujas vendas crescem em função do aumento do poder de compra da população. E as soluções móveis já estão sendo levadas a outras áreas críticas das empresas. Com duas lojas em Florianópolis (SC), a rede Hippo, por exemplo, usa os dispositivos também nas filas dos caixas para agilizar a operação. Quando há pelo menos dois clientes aguardando o atendimento, entra em ação o "Papa-fila". Pelo sistema, um funcionário registra, com um computador de mão, os códigos de barras dos produtos do consumidor e descarrega as informações em um cartão eletrônico. Enquanto o cliente faz o pagamento, as compras são encaminhadas para os empacotadores. Essa agilidade agrada ao cliente. E isso é só um pouco do que uma tecnologia eficaz pode garantir.
“Nossa loja é pequena, mas temos muito movimento. Em alguns horários, as filas se tornam gigantes.  Com o Papa-fila, conseguimos oferecer mais conforto ao nosso cliente”
Tatiane Pereira - Assessora de marketing do Hippo - (Supermercado Moderno)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Voice Picking - tecnologia a serviço da logística

A mais nova ferramenta operacional dos armazéns permite aos funcionários encarregados de separar os pedidos através de sistema de voz.

Trazido para o Brasil pela francesa ID Logistics, o voice picking funciona por comando de voz através de headset (fone de ouvido e microfone). O operador pergunta qual produto deve coletar. A voz é transformada em dados, por um decodificador acoplado à cintura do profissional, e estes são enviados por ondas de rádio a um computador, no qual está instalado um programa de WMS (gerenciador de estoques).

Em seguida, o operador ouve uma voz eletrônica comunicando qual é a sua tarefa, com as coordenadas da localização do produto no armazém. Ao executar o serviço, ele avisa o sistema, que lhe transmite uma nova ordem.



Segundo o fabricante, uma das principais vantagens é deixar o trabalhador com as mãos livres para operar maior rapidez e precisão.

A ferramenta foi implementada no Centro de Distribuição do Carrefour, em Osasco (SP) – uma área com 92 mil metros quadrados. “Neste Centro de Distribuição, são separadas 5 milhões de caixas por mês. Decidimos por essa tecnologia tendo em vista resultados já obtidos em operações semelhantes em outros mercados em que o Carrefour e a ID operam”, explica o diretor de Logística do Carrefour, Túlio Renato Bolzoni.

Em 2006, a ID Logistics cresceu 67% no Brasil - de R$ 30 milhões de faturamento anual para R$ 50 milhões. A operação brasileira já é a segunda maior do grupo, que fatura 250 milhões de euros e está presente ainda na Coréia, China, Espanha, Taiwan, Tailândia e nas ilhas Maurício e da Reunião.

Na França, atende as grandes redes varejistas, como Casino, Carrefour, Castorama, Intermarché e Auchan, entre outros clientes. Em maio deste ano, iniciará operações na Turquia e, em junho, na Indonésia.

Ainda no ano passado, a ID Logistics passou a fazer a gestão de estoques no Brasil para a petroquímica Chevron Texaco. Agora, está fechando contrato com um grande fabricante americano de auto-peças. E também se prepara para expandir suas atividades para a Argentina.


Por: NetComex