quarta-feira, 3 de julho de 2013

PROFISSIONALIZAÇÃO DE OPERADORES LOGÍSTICOS E A DEMANDA POR EXECUTIVOS DE ALTA QUALIDADE

Considerando os investimentos em outros modais logísticos e o crescente consumo do mercado brasileiro, os operadores logísticos e as transportadoras estão a todo vapor para atender às demandas deste momento do mercado. Nos últimos anos temos visto algumas movimentações interessantes agitarem ainda mais estes setores, em que alguns operadores de médio porte foram adquiridos por empresas globais, além do crescimento da participação de fundos de private equity em importantes players em todo país.
Temos de um lado, neste cenário, grandes grupos logísticos, com atuação nacional e diversos serviços e soluções em seu portfólio, vivenciando movimentos de integração e profissionalização através da estruturação de conselhos de administração e contratação da primeira linha de executivos de mercado. Do outro lado, vemos empresas de pequeno e médio porte, ainda com gestão familiar, que buscam profissionalizar suas estruturas para buscar sua sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e de margens muito apertadas.
Percebemos que estas empresas tem buscado executivos de mercado para assumir posições estratégicas em todas as áreas, desde Recursos Humanos e Supply Chain até Projetos, Finanças e Tecnologia. O que estas empresas desejam é justamente implantar novos modelos, melhores práticas e ferramentas de gestão que otimizem suas operações. Estas empresas buscam executivos que tenham, preferencialmente, experiência em multinacionais, com inglês fluente e excelente formação acadêmica. E, é claro, buscam um perfil flexível que possa se adaptar em ambientes menos estruturados, além de um forte olhar de inovação, que traga tendências e práticas bem sucedidas de gestão.
Executivos de projetos, por exemplo, estão muito demandados, pois alem de desenharem a solução logística junto ao cliente, são responsáveis por toda condução do projeto até sua operacionalização. Já em recursos humanos, executivos que tenham experiência com implantação de cargos e salários, estruturação de plano de benefícios e de incentivos de curto e longo prazo. Isso é percebido porque muitas das médias e pequenas empresas ainda não possuem políticas de benefícios atrativas, competitivas e alinhadas às práticas de mercado, por exemplo. Outro perfil bastante desejado é o do executivo de finanças que domine o planejamento fiscal e tributação interestadual, pois a redução de custo que se pode ter nestes casos é muito importante e impactam fortemente os resultados das pequenas e médias empresas.
Contratar um bom executivo pode ser visto como um alto custo para alguns, mas felizmente existem empresas que enxergam como um investimento em curto prazo que trará resultados consistentes no médio e longo prazo. Os desafios são enormes para os próximos anos. As empresas necessitam buscar rapidamente formas de otimizar processos e ganhar produtividade, através de um modelo de gestão moderno, pautado em eficiência operacional, gestão de custos e inovação.
Por: Débora Cecílio

Diretora da Fesa – Global Executive Search Transforming Leadership

segunda-feira, 1 de julho de 2013

DTEC DISTRIBUIDORA – DESAFIOS DE UM CRESCIMENTO RÁPIDO E SÓLIDO




Como parte da estratégia de crescimento da empresa DALBATEC, foi contratada a Marcelo Bacellar Consultoria para ser o facilitador entre a empresa, seus fornecedores, clientes e as operações logísticas.
Tendo como objetivo para a empresa um crescimento, da participação no mercado de pequenos e médios varejos no ano de 2013, na ordem de 60% o que vai exigir muito planejamento, trabalho e muitos ajustes nas operações logísticas e comerciais.
Ainda como estratégia para um reconhecimento mais fácil e rápido do nome da empresa, foi feita a alteração do nome fantasia de DALBATEC para DTEC Tecnologia em Distribuição. São apenas 8 meses para atingir o crescimento esperado pela Diretoria, ou seja, um crescimento mensal de 7,5% ao mês. Mãos à obra!


Por: Marcelo Bacellar.

terça-feira, 11 de junho de 2013

OS NOVOS DESAFIOS DAS CENTRAIS DE DISTRIBUIÇÃO

Introdução
Da atração e retenção de profissionais até o atendimento a requisitos legais, passando pela constante pressão por produtividade, a gestão de um centro de distribuição no cenário de negócios atual é um assunto cada vez mais desafiador. Qual é a real capacidade produtiva do meu centro de distribuição (CD)? E como aumentá-la, quando há falta de profissionais no mercado? Quais são os funcionários mais produtivos em cada processo?
Este artigo se propõe a abordar estas questões e a explorar o potencial da tecnologia da informação como parte da resposta.
Sobre os CDs
São raros os profissionais que, atuando no ramo de logística, nunca escutaram alguma insinuação sobre os armazéns de materiais serem um “mal necessário”. Ora, o próprio BALLOU (2004) afirma que “Para conseguir a coordenação perfeita entre o fornecimento e a demanda, a produção teria de responder instantaneamente e o transporte teria de ser perfeitamente confiável, com tempo de entrega zero. Isto não está disponível para uma empresa a custos razoáveis. Consequentemente, as empresas usam estoques para melhorar a coordenação da oferta-procura e para reduzir os custos totais.”
O mesmo BALLOU (2004) ressalta que “Uma empresa usa o espaço de estocagem por quatro razões básicas: (1) para reduzir custos de transporte e de produção, (2) para coordenar oferta e demanda, (3) para auxiliar no processo de produção, e (4) para ajudar no processo de marketing”. O que temos observado atualmente é que as empresas mais avançadas em sua gestão logística estão aumentando o foco da administração de seus CDs nos itens 3 e 4 citados por BALLOU como forma de conseguir gerar valor a partir dos seus CDs. Coaduna BANZATO (2003) ao sustentar que “Num esforço para atender ao novo desafio da armazenagem, as operações do armazém estão mudando. Os centros de distribuição assumem uma perspectiva mais ampla, o que lhes permite enxergar que o cliente é uma pessoa real e que exige cada vez mais qualidade nos serviços prestados.”
E na sua empresa, o CD é um problema ou é uma peça-chave da estratégia corporativa?
Mas se a necessidade de manter estoques leva as empresas a criar armazéns e/ou centros de distribuição, desejados ou não, resta o fato de que estes precisam ser administrados da melhor forma possível. E isto passa por adicionar serviços de valor agregado que melhorem o atendimento ao cliente, reduzam custos e, assim, transformem os CDs de centro de custo em pilar de sustentação da estratégia empresarial.
A questão da mão de obra
Um assunto recorrente é a falta de mão de obra para trabalhar nos armazéns, tanto no nível operacional quanto em funções especializadas.
De um lado, o constante crescimento econômico do País gera, pelo consequente crescimento das empresas, um natural aumento na demanda por mão de obra. Já por outro lado, o aumento da escolarização dos profissionais e a própria oferta mais diversificada de opções de trabalho estão dificultando o processo de contratação e retenção de pessoas para as funções operacionais, o que é preocupante e, muitas vezes, oneroso.
A gestão da mão de obra vem se tornando uma das grandes dificuldades no seu dia a dia?
Desta feita, as empresas estão se defrontando com o desafio de atrair e reter bons profissionais, sem sobrecarregar seus custos operacionais. E cabe realçar aqui a importância do “reter” nesta equação. Sabemos que todo novo operador apresenta uma curva de aprendizado, baixa produtividade e maior chance de erros no período de treinamento e adaptação à nova empresa, de tal forma que a rotatividade, se elevada, tem impactos importantes nos custos da empresa e no serviço ao cliente.
A rotatividade de pessoas tem afetado a produtividade e o desempenho de sua operação?
Algumas empresas têm passado a oferecer pacotes mais atrativos de salário e benefícios, com o intuito de atrair e reter profissionais. Se, por um lado, esta abordagem tem se mostrado adequada sob a ótica da gestão de pessoas, o mesmo não pode ser dito sob a ótica do cliente – afinal, é ele quem irá pagar pelo custo mais alto, e em troca de qual benefício? Assim, esta forma simplista de tratar a questão não tem se mostrado a mais eficiente, uma vez que acarreta perda de competitividade da empresa no mercado. É imperativo que a solução seja mais equilibrada, que proporcione também benefícios, e não apenas aumento de custos.
Uma solução que algumas outras empresas vêm adotando para esse dilema é a remuneração variável por produtividade, tanto como fator motivacional para reduzir a rotatividade de funcionários, quanto para incentivar o aumento da produtividade. Essa forma de remuneração se baseia no estabelecimento de metas e na mensuração de seu atingimento, de forma individual e coletiva. A busca pela fatia adicional (variável) de renda por parte dos operadores vem causar um aumento de produtividade que compensa o custo adicional gerado pela renda variável. Um típico ganha-ganha, em que a empresa se torna mais atrativa por oferecer possibilidade de renda maior – já que o trabalhador ganha com a renda ­variável e meritocrática, e o cliente, com o aumento de produtividade.
Com a remuneração variável, os trabalhadores se sentem motivados na execução de suas tarefas, visto que serão recompensados de forma justa de acordo com o seu desempenho. Esse modelo também reforça o perfil inovador e audacioso procurado pelas empresas em seus colaboradores.
Mas, embora esta forma de remuneração possa trazer ótimos resultados para a operação, há o desafio de que seja justa com todos os colaboradores, sob pena de gerar um efeito contrário ao desejado: desmotivação e baixa moral, por descrédito do sistema de remuneração variável.


O desafio é: como mensurar a produtividade nas atividades do armazém de forma justa?
Analisando o Quadro 1, por exemplo, qual operador apresenta melhor desempenho e deve ser melhor remunerado?
Embora possa parecer óbvio para alguns que o Colaborador A tenha produzido mais, aqueles que têm ou já tiveram responsabilidade pela gestão de um CD sabem que não é tão simples assim. Não é possível indicar qual dos operadores foi mais produtivo considerando somente as informações acima. É necessário avaliar a dificuldade de cada operação, o tamanho e o peso dos itens movimentados, as distâncias e eventuais restrições físicas em cada área de trabalho. O próprio formato de um material pode torná-lo mais fácil ou complexo de ser manuseado e acomodado.
Este é o grande desafio, e um requisito fundamental na remuneração variável por produtividade: ser capaz de criar metas adequadas e de mensurá-las de forma justa, gerando o efeito ganha-ganha – quanto mais o operador ganhar, mais a empresa será beneficiada.
Para chegarmos ao resultado justo na análise, é preciso identificar alguns parâmetros como área de trabalho, tipo de equipamento utilizado, peso e volume do item, distância percorrida para movimentar os produtos e características que podem dificultar o manuseio.
Segundo a HighJump Software, baseada em resultados observados em sua base de clientes, a gestão eficiente da mão de obra e o uso de remuneração variável trazem aumento de produtividade em torno de 45% para as empresas.
Para poder mensurar essa produtividade com mais precisão e maior justiça, é preciso contar com o apoio da tecnologia da informação, e para isso já existem sistemas especializados, conhecidos como LMS (Labor Management System, na tradução, Sistema de Gerenciamento de Mão de Obra).
De acordo com DESTRO (2011), a adoção de sistemas para Gerenciamento de Mão de Obra “proporciona uma melhora significativa no desempenho operacional, pois permite uma padronização dos melhores métodos para execução das atividades e incentiva o melhor aproveitamento do tempo real de utilização da mão de obra para realização de tarefas, além de permitir definir a alocação da pessoa certa, na atividade certa, no momento certo. Isto significa produzir mais com menos”.
O nível de precisão e de detalhes com que estas ferramentas são capazes de coletar e processar os dados do turno de trabalho de cada funcionário é bastante alto, tornando possível a obtenção dos resultados mencionados. A título ilustrativo, a Figura 1 mostra as atividades executadas por um operador desde o registro do ponto no início do turno (clock in), passando pela execução de cada atividade, tempos de parada e tempos perdidos (ociosos) até o registro de saída (clock out).
Com esse tipo de ferramenta, é ­possível mensurar o desempenho de cada operador, identificar os tempos ociosos, realizar comparativos entre eles de forma justa, ­realizando análises e tomando ações que permitam aumentar a produtividade e melhorar a performance do armazém. Afinal, nos CDs também é válida a famosa máxima da administração: se você não pode medir, não pode gerenciar.
Bibliografia
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2001, pp 201/202.
BANZATO, Eduardo [et al.]. Atualidades na armazenagem. São Paulo: IMAM, 2003, p.19.
DESTRO, Iuri R. Artigo LMS – Labor Management System, Solução em TI para Gerenciamento da Força de Trabalho em Armazéns. Revista Tecnologística Nº 191, p.77 Outubro/2011.

Por: Hélcio Fernando Lenz

segunda-feira, 10 de junho de 2013

GIRO DE ESTOQUE – UM INDICADOR DA QUALIDADE DO ESTOQUE

Giro de Estoque é um tipo de indicador que demonstra o desempenho de um Estoque. O Giro de Estoque serve para medir, de uma forma padronizada, a qualidade de um estoque. O indicador de giro de estoque pode ser aplicado a qualquer tipo de estoque, independente da sua complexidade ou tamanho.
O resultado apresentado pelo giro de estoque, representa a quantidade de vezes que cada um dos itens, foi renovado dentro de um determinado período. Dizer que o giro de um estoque foi 1, durante um mês, significa dizer que tudo que tinha no estoque foi vendido e o estoque foi reposto por produtos novos. O cálculo do giro de estoque é bastante simples, durante um determinado período, somamos tudo o que foi vendido, então, divide pela média de estoque, assim, se tivermos em média um estoque de 2 mil bicicletas, vendemos mil e compramos outras mil, tivemos um giro de 0,5; isto é, metade do estoque foi renovada. O resultado final do giro de estoque, deve ser interpretado caso a caso, porém, de uma forma geral, podemos dizer que quanto maior for o giro, melhor.

Vamos a um exemplo:
Imagine um estoque de bebidas, com um único tipo de bebida. Vamos supor que no início do mês, tenhamos 10 garrafas em estoque.
Durante alguns dias, 5 garrafas foram vendidas.
Notando a diminuição do nível de estoque, o Fornecedor foi acionado e foram compradas mais 10 garrafas.
O mês continuou e mais 5 garrafas foram vendidas, totalizando 10 vendas no mês.
Dessa forma, o mês terminou com 10 garrafas no estoque. Como o mês iniciou com 10 garrafas e terminou com 10 garrafas, podemos dizer que a média de estoque neste mês foi de 10 garrafas.
Sendo assim, podemos calcular o Giro de Estoque como sendo o total de vendas dividido pela média de estoque, isto é, 10 dividido por 10, que é igual a 1. Nesse caso, o Giro de Estoque igual a 1 significa que todos os produtos foram renovados 1 vez durante o mês. Se o número fosse menor do que 1, teríamos uma indicação de que alguns dos produtos que iniciaram o mês na prateleira, ainda estão lá.

Vamos então prosseguir para outro exemplo:
Consideremos o mesmo estoque, iniciando o mês com as mesmas 10 garrafas.
Passados alguns dias, 5 garrafas foram vendidas.
Para cobrir o estoque, outras 10 foram compradas.
As vendas continuaram e mais 5 garrafas foram vendidas.
Passado o tempo, outras 10 garrafas foram comercializadas, deixando o estoque vazio.
Mais 10 garrafas foram adquiridas para reintegrar o estoque.
No final do mês, fechamos com 20 vendas, 20 compras e um estoque de 10 garrafas, exatamente como começou.
Para se calcular o novo Giro de Estoque, devemos dividir o total de vendas durante o mês pela média de estoque. Nesse caso, a venda foi de 20 garrafas, então o giro de estoque ficou 20 dividido por 10, ou seja, 2. Pode-se então dizer que o estoque se renovou 2 vezes durante o mês.
Um fator que costuma gerar dúvidas ao se calcular o giro de estoque é o cálculo da média de estoque. Nesse caso, a média de estoque é calculada pela média entre o estoque no início e no final do mês, ou simplesmente somando o estoque percebido no início com o estoque do fim do período e o resultado, se divide por 2.
Nem sempre o estoque é formado por um único tipo de produto, muitas vezes, um estoque é composto por materiais pequenos e grandes, caros e baratos, ai fica a dúvida: como calcular o giro de estoque total? Nesse caso, podemos calcular de várias formas, uma delas é ao invés de se utilizar a quantidade de produtos, utilizarem o custo total, assim, o cálculo do giro de estoque fica sendo o custo total das vendas dividido pela média do custo do estoque.

Dentre as tantas vantagens de se ter um estoque com alto giro, podemos citar:
O produto não envelhece na prateleira;
Não precisa de muito espaço para armazenamento;
O pagamento ao Fornecedor é fracionado;
Em caso de acidente, incêndio ou roubo, perde-se menos; etc…

Por: Álvaro Freitas.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

BOTE FÉ - PRAIA DE ICARAÍ DIA 19 DE MAIO


É com muita satisfação e orgulho que estamos participando da organização desse grande evento da Igreja Católica juntamente com a Prefeitura de Niterói e da Arquidiocese, que reunirá na Praia de Icaraí - Niterói cerca de 60 mil pessoas para receberem a Cruz Peregrina.
O evento será realizado no dia 19 de maio a partir das 13 horas e terá a presença de vários artistas católicos consagrados, sua presença é indispensável, pois será o último grande evento antes da Jornada Mundial da Juventude, vale conferir.

Por: Marcelo Bacellar


terça-feira, 16 de abril de 2013

OS DESAFIOS LOGÍSTICOS DOS PEQUENOS E MÉDIOS VAREJISTAS


A busca pela excelência nas operações do varejo passa pela logística e suas rotinas. Algumas empresas foram simplesmente crescendo e fazendo as operações logísticas de improviso. Ou seja, compravam as mercadorias, recebiam em um depósito e enviavam para suas lojas, apenas trocando as notas fiscais.
Chega um determinado momento que o empresário precisa tomar uma decisão para garantir o futuro do seu negócio. “É preciso profissionalizar as operações logísticas da empresa.” Aí se inicia uma busca por melhores práticas do mercado, profissionais qualificados, consultores do setor e muita, mas muita informação para passar por essa fase de transformação da empresa.

Desde que iniciei minha carreira como consultor, notei que o mais difícil não é implantar processos e novas rotinas operacionais. O mais difícil é fazer com que as pessoas que vão usar essas novas rotinas acreditem no que está sendo proposto e que aceitem investir mais tempo para fazer o mesmo trabalho. Por incrível que pareça no início da implantação dos novos processos logísticos precisamos trabalhar mais que da maneira anterior, por vários motivos, mas o principal é a qualidade da informação que cada processo realizado vai proporcionar a empresa, que muitas vezes não tem nenhum registro consistente para fazer planejamento estratégico para operar com determinado produto, a não ser nas memórias de alguns empresários, que armazenam as informações em suas cabeças ou escrevem em um caderninho.

Iniciar esse trabalho requer mais que conhecimento do assunto, requer psicologia saber fazer com que as pessoas envolvidas no processo acreditem na proposta e que trabalhem no sentido de melhora a qualidade de seu trabalho, agregar valor para si e para sua empresa. Com esse foco fica mais fácil de passar por essa fase de transição delicada para quem precisa implantar novas rotinas operacionais na empresa cliente.
E é importante saber, como diz uma consultora amiga, “Tartaruga não sobe em árvore, se ela está lá é por que alguém colocou.” – conselho: - Deixe a tartaruga quieta na árvore.

Por: Marcelo Bacellar 

AUMENTA A IMPORTÂNCIA DA AMÉRICA LATINA PARA COCA-COLA E DANONE


As duas multinacionais divulgaram hoje (16/4) seus resultados do primeiro trimestre deste ano. No período, a Coca-Cola  expandiu sua receita na região em 4% em comparação aos três primeiros meses de 2012. A empresa destacou o desempenho do Brasil, mas não forneceu os números específicos sobre o País.

A receita líquida total da companhia de bebidas foi de US$ 11 bilhões no primeiro trimestre, com queda de 1% na comparação anual. Com isso, o lucro da Coca-Cola caiu 15%, ficando em US$ 1,75 bilhão. O aumento das vendas da companhia nos países emergentes ocorre paralelamente ao declínio nos mercados desenvolvidos.

Já a Danone arrecadou 5,34 bilhões de euros no primeiro trimestre, alta de 4,3% sobre os mesmos meses de 2012, já considerando efeitos cambiais. A região mais importante, segundo a empresa, foi a que engloba, além da América Latina, Ásia, Pacífico, e África. Nesses locais, a companhia faturou 2,17 bilhões de euros, uma alta de 16,6%.

O segmento da Danone que mais cresceu de janeiro a março foi o de nutrição infantil. Esse grupo de produtos teve avanço de 17,1% em 12 meses, ao atingir faturamento de 1,18 bilhão de euros.

Fonte: valor Econômico

quarta-feira, 20 de março de 2013

ABERTURA DA 25ª EXPOFOOD 2013




Bem montada e com muitas soluções tecnológicas a 25ª EXPOFOODS 2013 traz ao mercado de varejo do Rio de Janeiro inovações e novos players. É uma boa oportunidade para os profissionais do setor se atualizarem e reencontrarem os amigos e parceiros de negócios. O evento vai até quinta-feira dia 21 de março vale fazer uma visita.  

Fonte: Marcelo Bacellar Consultoria 

terça-feira, 12 de março de 2013

GOVERNO FEDERAL ASSINA ACORDO SETORIAL PARA LOGÍSTICA REVERSA

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou ontem, dia 19 de dezembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o primeiro acordo setorial para implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens Plásticas e Óleos Lubrificantes. Participaram da cerimônia entidades ligadas ao setor, como o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei 12305, instituída em 2010 – e determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos que possam representar risco ao meio ambiente e à saúde humana sejam responsáveis pelo recolhimento e destinação das embalagens independente dos sistemas público de limpeza urbana, para que estas sejam reaproveitadas em outros ciclos produtivos ou recebam outro fim.
Durante a solenidade, a ministra afirmou que as novas medidas para controlar o descarte de resíduos sólidos, especialmente aqueles de alta periculosidade, vão ajudar a combater a exclusão social, melhorando a qualidade de vida da população. “Não estamos falando só da indústria. Essa questão envolve o comércio varejista, o consumidor e a mudança de comportamento do governo. Será um aprendizado para todo mundo”, salientou.
As negociações sobre a logística reversa de embalagens plásticas de óleos lubrificantes foram conduzidas, nos últimos dois anos, por grupos de trabalho compostos por técnicos dos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Agricultura e Pecuária, Indústria e Comércio, Fazenda e do setor privado, supervisionados pelo Comitê Orientador para implantação da Logística Reversa (Cori).
Outras propostas de acordos setoriais para implantação do sistema de logística reversa aguardam aprovação do Cori, entre elas a de lâmpadas fluorescentes, descarte de medicamentos e de resíduos eletroeletrônicos.
 
fonte: Revista Tecnologística

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

INDICADORES DE DESEMPENHO


Embora pouco utilizados pelo varejo alimentar, os indicadores de desempenho são essenciais para aumentar vendas e lucro, reduzir custos, melhorar a operação e o atendimento. Sem indicadores e metas para alcançá-los, a empresa fica à deriva

Quando a rede Modelo resolveu criar indicadores de desempenho em sua empresa, 14 lojas em Mato Grosso, não esperava que os resultados fossem tão bons. Com a iniciativa, a empresa se tornou mais eficiente, conseguiu reduzir custos importantes, aumentou as vendas e melhorou o atendimento. Afinal, é só quando se estabelecem indicadores como os de faturamento, margem, custos e, a partir deles, metas para cada setor, é que se consegue identificar problemas, agir sobre eles e obter um desempenho acima da média. "Temos seis grandes indicadores-chaves que dão origem a outros tantos, envolvendo toda a organização", conta Altevir Piovezan Magalhães, sócio da rede. "A partir deles sabemos em que e por que falhamos e como corrigir os erros. São essenciais."

METAS REALISTAS
Para obter indicadores cada vez melhores é importante ter metas que impulsionem a empresa
Todo indicador tem uma meta. E toda meta deve ser realista. Ela não pode ser excessivamente alta, o que a tornaria inalcançável, nem demasiadamente baixa, o que comprometeria o resultado final. Na hora de definir metas, leve em conta dados do mercado local, já que índices nacionais nem sempre traduzem o que acontece na região. Também considere indicadores de cada seção da loja nos últimos anos, além do comportamento de clientes e concorrentes. “É necessário que a diretoria ouça a opinião dos gerentes e responsáveis pelos departamentos, porque são profissionais que sabem o que acontece no ponto de venda. Eles costumam ser muito sensíveis a mudanças que podem afetar os resultados.

Na Coop, 29 lojas em São Paulo, o entusiasmo não é menor. A empresa trabalha com uma média de dez indicadores- chaves que também se desdobram em vários outros para cada área da companhia. No departamento de marketing, por exemplo, mede-se o nível de soluções encontradas para as reclamações dos consumidores.

Celso Furtado, gerente de marketing da Coop, conta que por meio desse indicador foi possível verificar que a cooperativa não tratava bem as queixas e precisava agir. Estabeleceu, então, um prazo de 48 horas para resolver as pendências e, ao fim do período, 90% das reclamações tinham sido atendidas. Na ocasião, definiu-se um detalhado processo para que os problemas futuros não ficassem mais sem solução.


INDICADORES DE DESEMPENHO POR ÁREA
Eles permitem atingir toda a empresa

OPERACIONAL
Quebras e perdas - Mostra prejuízo por setor
Despesas - Indica o que está dentro ou fora do orçado por setor
Produtividade/funcionário - Revela o grau de eficiência da mão de obra
Tíquete médio - Apresenta o gasto médio por compra efetuada
Vendas por setor - Expõe o que está dentro ou fora do planejado
Itens por cupom - Aponta a amplitude da cesta de compra
Manutenção - Mostra o nível de gastos com manutenção em relação ao valor em R$ vendido
Processos - Avalia impacto nos resultados

COMERCIAL
Margem comercial - Indica a diferença entre o custo da mercadoria vendida e a receita de vendas
Estoque - Mostra se os níveis estão acima do apropriado, gerando excedentes, ou abaixo, gerando ruptura
Resultado por categoria - Revela a margem comercial de cada categoria, para cada comprador
Quebras por vencimento - Apresenta nível de produtos descartados por compra errada
Acordos comerciais - Expõe total de bonificações, descontos em duplicatas e demais
verbas oriundas de negociações
Ruptura por setor - Aponta o nível de falta de produtos por compra errada
Eficiência fornecedor - Avalia atendimento de pedido e prazo de entrega

FINANCEIRO
Ciclo financeiro - Compara o prazo médio de pagamento com o prazo médio de recebimento
Cancelamento de cupons - Mede o risco de fraudes no cancelamento de cupons nos checkouts
Despesas e receitas com juros - Indica o nível de eficiência em captação/aplicação de recursos no mercado
Conciliação de cartões - Apura o índice de conferência dos recebíveis por cartão de crédito e débito
Quebras de caixa/tesouraria - Mostra o nível de precisão dos procedimentos de
fechamento de caixa e de tesouraria central
Fluxo de caixa - Apresenta o nível de precisão do planejamento de fluxo de caixa, comparando orçado e realizado
Cruzamento de controles - Traz nível de divergências nas conciliações entre financeiro e contábil

Criar indicadores, porém, pode ser difícil se a empresa deixar de avaliar alguns pontos e tomar alguns cuidados. Veja aqui as recomendações dos especialistas Alexandre Ribeiro, diretor da R-Dias, assessoria para o varejo, e Alejandro Padron, executivo da área de varejo da IBM Brasil.
Por onde começar
Pelo planejamento estratégico. É com base nos objetivos e planos de cada setor que os indicadores são definidos.

Poucos indicadores
Não crie indicadores em excesso, para não engessar a organização. A dica é trabalhar com quatro ou cinco indicadores chaves, como vendas, lucro e custos e, a partir deles, desdobrar para outros, como quebras, tíquete médio e fluxo de caixa, envolvendo todas as áreas e todos os funcionários, com metas bem objetivas para cada segmento.

Avaliações periódicas
É importante que sejam realizadas reuniões com a equipe para controlar a evolução dos indicadores. É dessa forma que se consegue mudar estratégias e táticas que não estão dando certo, para alcançar melhores resultados.

Exemplo de aplicação
Caso se defina como indicador chave o aumento anual nas vendas de 15%, é preciso definir o percentual de cada área. As seções de cada loja poderão, por exemplo, contribuir com aumento de 10% a 20%. Para a garantia da alta esperada no faturamento deve-se também ter outros indicadores, como o de ruptura por seção/loja, acompanhados de um diagnóstico dos processos de compra, transporte e abastecimento.

Freqüência de cálculo
O cálculo dos indicadores nada mais é do que o acompanhamento dos resultados. Essa avaliação pode ser diária ou anual. O que determina a frequência de análise é o seu nível de importância e o período que leva para ser calculado. O de vendas, por exemplo, deve ser diário, pela importância para o resultado final do faturamento da empresa e porque é possível calculá-lo de hora em hora, se for necessário.

Gestores de indicador
São os profissionais que definem o que a equipe deve fazer. Eles também avaliam os indicadores para resolver problemas e até alterar os rumos da estratégia.


SOFTWARES Apurar os indicadores de desempenho é tarefa bastante simples desde que utilizadas as tecnologias de informação
Os sistemas de gestão integrada são os melhores, pois garantem a consistência dos dados e facilitam o cálculo dos indicadores. A maioria já vem com lista de indicadores, mas cada empresa pode criar os seus. IBM, SAP e AM com são empresas que oferecem o produto.

Exemplos de módulos que apontam indicadores:
- Compras
- Gestão de estoque e falta de produto
- Vendas mesmas lojas e vendas por funcionários
- Gestão de pessoas e rotatividade
- Gestão financeira, contas a receber, contas a pagar e fluxo de caixa
- Preços
- Frente de caixa



Fonte: Supermercado Moderno